-Passagem pra Paris, ok.
-Cia mais que perfeita, ok.
-Idioma, que?
yo miraba la verguenza en mis ojos,
no compreendia como las cosas quedaban asi, dentro de mi,
y todo lo que más desejava es que nadie mirase lo sentir patetico acerca de mi.
sinto la sangre calientandose más y más in mi venas
intento cambio, intento la rabia
sentindo siempre la dolor de ser lo que me miro
tengo de tomarme por la autonomia y la busqueda por libertad más fuertes que mi miedos y mi soledad
mis piernas tremem por que ahora todo es lucha
eu queria chorar mas não sabia direito o porque,
eu só queria desaguar aquela angustia acumulada aqui dentro,
queria que isso fosse embora em cada gota saída de meus olhos…
eu tento entender como as coisas funcionam aqui dentro,
cada vez que eu chego perto, ando dois passos pra trás.
eu sinto meu peito sendo pressionado,
as vozes dos transeuntes se mesclarem e me deixarem tonta,
misturando-se ao andar rapido dos carros.
eu luto todo dia pra mostrar a mim mesma que eu não sou um monstro
tento pesar as coisas e vejo todos meus fantasmas se repetirem,
erros vindos de mim.
olhar pra esse espelho me cansa, just this.
Carta inumerada
Naquele domingo eu caminhei por todos os meses que havia estagnado.
Vi uma multidão distraida oferecer flores pro mar, vi os meninos que subiam naquelas arvores colheres frutos rosados.
Subi em arvóres como não fazia há anos, como naquela memória meio apagada.
Sorri envergonhada depois de receber um abraço, você sabia que iria corar e continuou, eu sorri mais, enquanto o mar batia sob as pedras.
Então eu lembro da assustada raposa, cujos os olhos guardavam oceanos, lábios ternos, aconchegantes.
O toque dolorido de uma perda recente, não cicatrizada.
Eu me perco em cada pequeno mundo que cruzo caminho.
Tão logo retorno pro meu, eterno abrigo.
Metade faz e a outra espera, abstrai faz qualquer coisa além…
Sério, onde eu perdi o ponto?
Não consigo levar nada adiante, esquecendo, procrastinando, sempre distraindo.
Minha memória é fraca e sempre me tira a paciencia, não lembro de nada.
mas se fosse só a memória…
Eu não sei, mas ter foco pra mim é absurdamente dificil.
Planos? Não, é tudo improviso.
Por que diabos é tão dificil, me diz por favor que é alguma falha quimica e não minha.
Eu queria surrar a parede toda vez que enxergo como não alcanço certas coisas que soam tão simples.
É tipo correr num sonho, você faz um esforço dos diabos e não sai do lugar.
Me deixa dormir e sumir pelo menos algumas horas.
Nao sei se exijo demais ou faço de menos.
As flores de plastico brotavam daquele chão seco amarronzado.
Gigastescas begonias rubro-esbranquiçadas surgindo como se o barro fosse nuvem.
Até que o telefone toca num fim de madrugada, com um senhor atrás da linha pedindo desculpas pelo engano repetido.
A imagem morre, se repete algumas vezes tentando voltar ao plano, mas apaga-se.
Aquela sensação próxima de insanidade e desconfiança.
Adormeci me perguntando como.
Eu sempre jogo tudo pro alto sem medir nada.
E agora, você coloca minha falta de advertencia como algo só meu, esquecendo, se eximando daquilo tudo que disse me querendo perto.
Permaneço na camada cinza de mim.
Com todos os medos materiais que poderia ter.
Frustrada, tava sentindo que as coisas fluiam e agora tá uma incognita…
Vaguei, lembro dos passos tortos e de me sentir dopada.
Sentidos como nuvens intocadas, distantes.
Eu tentei frear aquela coisa terrivel, e acabei tendo uma dose longa meio apagada da mesma.
Fiz duas vezes, foi enfraquecendo.
estranho é lembrar de como as coisas soavam devagar…
Perguntaram um lugar seguro, eu tinha respondido que era a estrada, mas na verdade eu devo ter tido vergonha de dizer que seria um lugar sem pessoas…
Por que a estrada me dá essa sensação de que sou só eu, que o mundo começa e termina ali, em cada km que eu percorro.
Uma brincadeira infinitamente finita, que dura o suficiente pra sentir leve e renovada.
A minha maior ansiedade é com relação aos outros, fato, quanto mais gente mais medo eu fico, eu simplesmente desorganizo, surto, perco foco.
Então volta pra casa, sono matutino e milhares de coisas, hoje eu sinto a maior leveza do mundo.
Aquela sensação de que as coisas fluem e a impotencia inexiste.
Não sei, talvez eu tenha regredido, ou como no meu medo, eu esteja realmente enlouquecendo.
Tenho vontade dos tragos, dos goles, dos comprimidos de anestesia. O modo facil de digerir as coisas…
desabafo 349
Nostalgia te faz ver as coisas dum jeito esquisito, principalmente quando o intermedio entre ela e o agora foi uma massa morna inquieta.
Suspeito dos tempos tão intensos daqueles anos atrás, antes de tudo desaguar num mar turvo e intranquilo.
Agora é como se pudesse tatear e enxergar as coisas como eram antes daquele coisa toda me fazer concha encolhida.
A razão principal de tudo, desse levantar ou cair, não cabe nem caberia aos outros, influi, mas não torna ninguém culpado ou herói, quem decide tudo, como me afeta, só sou eu.
Eu nunca acreditei em heróis aliás, é só rever o blog poxa.
Cansei de vitimizar quando posso criar, quando posso tentar analisar uma situação de uma forma maior.
Eu vivi muita coisa, muita coisa mesmo, e por isso maus momentos, assim como ótimos.
Vida não é carrossel de parquinho, fantasia maluca onde todo mundo sorri o tempo todo.Isso é muito propaganda sixtie pro meu gosto.
E sinceramente, foda-se o tom que isso deixa, eu sai do coma, nada mais importa.
Abandonado sitio…
Ultimamente tudo tem sido mais imagem que palavra.
Liberada dos remedios, decidido sem sufoco parar de fumar, voltar ao veganismo e perder alguns kilogramas intrusos.
Mais rabiscos rumo a bracinhos fechados, sem crises, no maximo surtos de irritabilidade devido a recente abstinencia.
Familia visitada, esquisitices particulares desta.
Poucos amigos vistos, maldita seja a academia e seus finais de periodo.
Um zilhão de presentes de todos os lados.
Volta pro Rio: Tempo bizarro pra epoca do ano, boas novidades.
Varios insights e boas melhoras num geral.