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A margem deste
onde demonios incredulos vestem os passantes
e os beijos de desejos mortos caminham desajeitados
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Senta aqui que hoje eu quero te falar
Não tem mistério, não
É só teu coração
Que não te deixa amar
Você precisa reagir
Não se entregar assim
Como quem nada quer
Não há mulher, irmão, que goste desta vida
Ela não quer viver as coisas por você
Me diz, cadê você ai?
E ai, não há sequer um par pra dividir
Senta aqui, espera que eu não terminei
Pra onde é que você foi
Que eu não te vejo mais?
Não há ninguém capaz
De ser isso que você quer
Vencer a luta vã
E ser o campeão
Pois se é no “não” que se descobre de verdade
O que te sobra além das coisas casuais
Me diz se assim está em paz?
Achando que sofrer é amar demais
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“A crença de que que um zumbi judeu cósmico possa te fazer viver eternamente se você simbolicamente comer sua carne e telepaticamente dizer que o aceita como seu mestre, para que então ele remova as forças malignas em sua alma que está presente na humanidade pois uma mulher costela foi convencida por uma cobra falante a comer o fruto de uma arvore magica.”
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Não pela mesma visão romantica que ha nos filmes
ou quaisquer que sejam as influencias destes vis mortais
em verdade talvez nem se deseje paz
admitir nunca é a escolha predileta
veja então uma multidão
guiada unica e excluisivamente por seus medos
por que ser sincero nem sempre é visto como maturidade
e tudo continua tão patetico
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Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?
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A bela menina de vestido estampado agora guarda em seu afeto
e esta dama suaviza seu compasso
e muda todo um preview
agora um caminho a quatro passos…
sem amanhas diz ela
abraço e tomo outro gole destes sorrisos
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“”Grite”, ordenei-me quieta. “Grite”, repeti-me inutilmente com um suspiro de profunda quietude. (…) Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável.”
(Clarice Linspector)
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Quero deitar na lua e acompanhar as cantigas dos desocupados
permanecer na tenue linha entre o alheio e o presente
(sei que ja desconheço em mim
o natural e o descaso)
coragem e medo morrem abraçados
e soletram poeticas declarações
seu amor inebriado
ela diz que precisa dessa força de atritos
dos polos seus conselheiros
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Ligo no automatico que logo ha de aparecer a cena tão pensada
meu caro,eu continuo na linha dos desconhecidos
dos amantes noturnos
sem amanhãs garantidos
sem despedidas ternas e sorrisos desejosos
eu apenas posso te juntar as molduras embolaradas
que não guardam retratos nem passados
são apenas recordações razas destes passantes