Repudio a plasticina overdose


30 /06/2008, 1:42 pm
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Viajar pra Curitiba foi um pouco terapeutico,mas a cidade não tem mais o brilho de antes,tornou-se mais uma cidade cinza,com a diferença que você anda por ela com medo de skinheads.

Tomado o ar ,agora é seguir,levar os planos adiantes ,sem o peso de antes,sem todo aquele ressentimento,com folego tomado  pra novas vivencias.

Tenho que tomar alguma atitude quanto a minha grosseria excessiva!Ela anda a vista demais.



26 /06/2008, 4:27 pm
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Porque eu te amo num desesperado recomeço de agruras, numa plenitude de maré incerta e vazante, eu te digo que a mim não bastam os anos, as palavras benditas, não basta a língua tão longe das feridas ou um naufrágio a muitos metros da superfície. Porque eu te amo pequena e límpida como água na concha das mãos, pousada sobre teus lábios, cônscia de tua sede, eu sei que tu me inventaste os prumos, os rumos, as vertentes, tu me puseste os olhos, tu me fundaste o ventre. Porque eu te amo em estilhaços e rompantes, nos rasgos da carne, no roçar dos dentes, no ar pouco entre as bocas urgentes, na aflição dos pecados, eu te quero no descanso dos braços, no enrodilhar desarcertado das pernas e num tanto de insanidade para compensar a espera. Porque eu te amo imensa e lasciva, fêmea, vulva, viva, impregnada dos teus sumos, grande e alta como me fazem teus gestos, como me dizem teus olhos, como me ensina teu corpo, eu sou tantas, sou de mim a fome, a insaciedade premente, a felicidade absurda de me encontrar inteira dentro do teu peito e de, por isso, me saber para sempre incompleta. Porque te amo, tanto, e mais, e contudo, que te amo e emudeço aos gritos do sol fugidio no teu rosto.



26 /06/2008, 4:24 pm
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E tem o resto do mundo, o peso do resto do mundo, o mundo que olha e pergunta com seus olhinhos curiosos afinal o que deu errado, a acusação velada de incapacidade e insuficiência, a insinuação da inabilidade com sua expressão de pena, coitada, prescrutando a medida da responsabilidade, do que foi que você fez dessa vez, como foi que pôs a perder, como é que pôde estragar tudo de novo, porque será que nunca funciona. E você ali, com o corpo em carne viva, tentando estancar o sangue, a dor, as lágrimas, tendo que tentar explicar o que não tem explicação, tentar se eximir da culpa que permeia implícita todo fracasso, que não sabe mais o que fazer, que não sabe se é capaz de mais do que já foi, que, sim, era de verdade, você jura que era, que nada poderia ser mais que aquilo, que era o melhor que você tinha e que talvez nunca mais consiga repetir, que você queria tanto que fosse diferente, que não sabe o que deu errado, que também não acredita, que não sabe o que foi que você fez, que você tinha todas as certezas e continua tendo, que você procurou se manter sã e salva, que estava disposta a tudo, que não compreende e que, por favor, não há mais o que você possa fazer além de tentar se manter viva.



26 /06/2008, 4:18 pm
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A gente não se reinventa, não se redescobre, não se transforma, nem se transmuta, não vira outra coisa. A gente não se modifica, nem se refunda, não se reconstrói, não se reergue, não se levanta, não se cura, nem sara, não fica melhor, não se aperfeiçoa, não evolui, não vai pra frente, não se aprimora, não renasce, não revive, nem ressuscita, não transcende, não se metamorfoseia, não muda. A gente morre. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Morre e vai morrendo, morre e esquece que morreu, depois lembra como era viver e morre de novo, depois finalmente descobre como é estar vivo e morre mais uma vez e então chega um dia que a dor é tanta que a gente não desmorre mais. Chega um dia que a gente cansa e segue morto, lutando contra a vida.



26 /06/2008, 4:16 pm
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E tem a teimosia imbecil de não seguir adiante, de se revoltar contra o inderrogável, de sentar como criança no meio fio e empacar dizendo que não vai, não quer, não e não. Por que o adiante é o avesso, é o desfuturo, é o desfazer, o despensar, o desviver, o desquerer, porque o adiante é o contra-senso, o desmentido, o bruto, o não-ser. Porque o adiante é um desmantelar inclemente de tudo que criamos certo e definitivo e perfeito nas suas mais que perfeitas imperfeições. E a gente empaca, como se pudesse ficar parado ali pro resto da vida esperando o milagre que não vem, se alimentado de qualquer esperança imbecil, a espera de que o universo corrija seu rumo, que a ordem das coisas seja reposta, que afinal nos digam que tudo foi um lamentável engano. E a gente quer que haja algo ou alguém a quem possamos pedir, implorar, rezar, rogar, suplicar, a quem se possa explicar que não pode, que tá errado, que não é possível, que não é justo, que não faz sentido, que deve haver qualquer coisa que proíba um absurdo desses.



26 /06/2008, 4:15 pm
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Quero a ausencia peculiar dos teus agrados,ecoando gritos sob a mira dos descrentes
só enxergamos o halito vazio das manhãs sob os verões que não sentimos
e há tanto caminho a se percorrer
ou são apenas fagulhas esperançosas de sair daqui?
sair daqui
sair daqui
pra qualquer lugar que não sejamos intrusos  ,estorvos…
seguindo nossos desfuturos



A corda do elefante sem corda – Linda Martini
26 /06/2008, 3:16 pm
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‘A corda ainda prende o pé, mas eu já fugi daqui tantas vezes que não sei se vou voltar. Não tirei fotos porque quero lembrar que ainda é cedo ou muito tarde para me vires buscar.’



Linda Martini – As Putas Dançam Slows
26 /06/2008, 3:12 pm
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Enquanto dança um slow ninguém a vê cantar.
Trava por dentro o tempo,
Antes de se ir deitar.

Despe-se de gente para ninguém entrar.
Não ama quem quer,
Mas quem a quer amar.

Dispo-me de gente para ninguém entrar
Não amo quem quero,
Mas quem quero amar.

Linda Martini – As Putas Dançam Slows



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26 /06/2008, 12:06 am
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Desmedidamente podemos acrescentar quantas notas forem a esta canção ,bem sabemos que não havera disputas nem coloquialidades incoerentes neste descompasso ,nós calculamos cada passo até aqui e não há muito a se querer em troca ,nós voltamos uns vinte anos em dias,e você mal tocou no chá.



25 /06/2008, 10:56 am
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Amor,quando eu disse que morri aquele dia, não brinquei…