Repudio a plasticina overdose


que poeira leve
12 /06/2009, 5:25 am
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anoiteci, estranho o dia que passou
apenas minha cia
alguns recortes e desenhos sobre o papel
silencio, de bocas
silencio da falta de presentes
sobre o pequeno espaco que nao consigo chamar de lar
apenas um silencio ensurdecedor
que faz a mente nao se calar

eu empalideco diante dessa solidao
e ja e algo mais doque aparente
pedante e que consegue ate repelir
nisso todos medos clareiam
a nitidez de suas sombras so aumentam

conversar intimamente
organizar os pensamentos
por sobre os papeis toda a angustia e ansiedade sempre tao presentes

…interrompe a fala

de repente, gritos la fora, abro a porta porque ouvi alguem dizendo ‘fogo’
fumaca, parece que foi o andar de baixo
descer pela escada?me diz como se o que queima e o nono?
mais gritos , mais fumaca
- todo mundo desce!
abro a porta, pego uma camisa, tranco a porta, a chave demora pra entrar,desco apressada as escadas
parece que o que mais tem nesse predio e mae com filho novo e cachorro…
primeiro andar , moca de olhos claros , problema com chave, nao sai da porta, tento ajudar, puxa papo, nada de a chave sair, nao tem clips? vc e daonde? faz oque?
antes de sair do predio cai um vidro, por 5 segundos nao cai em mim
ligo pra viviane, pra avisar
chegam os bomeiros, fecham a rua, todo mundo em volta, sento num apoio, moca de olho claro reaparece
puxa papo de novo
fala muito, tem olhos bonitos e conta historias
mais vidro cai
as pessoas dispersam
logo depois os bombeiros saem
algumas pessoas entram
disperso,
subo o elevador
rumo ao decimo, como de habito
a recem conhecida tocadora de clarinete quer ver o apto de baixo
paredes pintadas de negro
cheiro forte
gente resmungando
subo novamente
abro a porta
fecho a porta
sento
encerro a fala
mas nao a noite



5 /06/2009, 8:13 am
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Hormonios em alta, raiva, desanimo das pessoas, empolgação dos projetos, chatice exagerada.