Naquele domingo eu caminhei por todos os meses que havia estagnado.
Vi uma multidão distraida oferecer flores pro mar, vi os meninos que subiam naquelas arvores colheres frutos rosados.
Subi em arvóres como não fazia há anos, como naquela memória meio apagada.
Sorri envergonhada depois de receber um abraço, você sabia que iria corar e continuou, eu sorri mais, enquanto o mar batia sob as pedras.
Então eu lembro da assustada raposa, cujos os olhos guardavam oceanos, lábios ternos, aconchegantes.
O toque dolorido de uma perda recente, não cicatrizada.
Eu me perco em cada pequeno mundo que cruzo caminho.
Tão logo retorno pro meu, eterno abrigo.